Vivendo mais uma páscoa!

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09-06-2015

A maratona de datas festivas continua, e a dificuldade de manter a dieta aumenta. Veja algumas dicas para evitar excessos!

Mal começamos um novo ano e já ficamos completamente transtornados com tantos festejos, pois mal nos recuperamos das festas de fim de ano e saímos do Carnaval, aproxima-se a Páscoa. Para muitos pacientes pergunto: “como se sente com a chegada da data?”. Alguns dizem: “Sem problemas, pois não comemoro. Já não quero que me presenteiem com aqueles Ovos gigantes ou caixas intermináveis de bombons (SIC)”. Eu acabo retrucando, que a questão não é o Domingo de Páscoa em si, mas toda a desestabilização da rotina que acabou de ser recuperada, pois a semana acaba em plena quinta-feira e, com isso, muitos param de fazer seus exercícios e perdem o prumo no que diz respeito à alimentação diária. Muitos aproveitam para viajar, e assim entra-se numa nova “rave” de descontrole dos cuidados diários com a saúde…

De repente, me pego pensando: porque paramos de praticar nosso ritual diário de cuidados e nos entregamos completamente à “sorte de eventos” se não nos importamos com o real significado da celebração? Porque toda vez que se ouve a palavra Páscoa, a imagem que se materializa é a do chocolate, ou melhor, do Ovo de Páscoa?

Assim, a primeira coisa que fiz foi buscar o verdadeiro significado da Páscoa nas diferentes crenças religiosas, e para não cometer nenhum erro e muito menos parecer desrespeitosa, me limitarei a resumir que esta é uma data profundamente especial que relembra o sofrimento e celebra a ressurreição de Jesus Cristo e também celebra a libertação dos Hebreus que viviam escravizados no Egito.

E de onde apareceram os Ovos de Páscoa? Presentear as pessoas com ovos é um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente. Durante as festividades realizadas com a chegada da Primavera, depois do Inverno, os ovos eram cozidos e pintados com desenhos, lembrando as plantações que tinham início nesse período. A esperança de fertilidade do solo e de abundantes colheitas eram representadas com a troca de ovos coloridos. Com o passar do tempo, o ovo de chocolate entrou para as tradições do período das festas da Semana Santa, e dar de presente um ovo de páscoa de chocolate no domingo da Ressurreição virou costume. Acredita-se que a tradição do ovo de chocolate surgiu depois do século XVIII, sendo uma invenção de confeiteiros franceses. Outra teoria afirma que os ovos de Páscoa ficaram mais populares com a revolução da indústria do chocolate, que aconteceu na Inglaterra, no século XIX.

Tudo isso me fez pensar em tradições. Tradição é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa “entregar” ou “passar adiante”. A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura. Para que algo se estabeleça como tradição e o hábito seja criado é necessário bastante tempo. Diferentes culturas e mesmo diferentes famílias possuem tradições distintas. Algumas celebrações e festas (religiosas ou não) fazem parte da tradição de uma sociedade. Muitas vezes certos indivíduos seguem uma determinada tradição sem sequer pensarem no verdadeiro significado da tradição em questão. E é neste ponto que damos a nossa dica mais preciosa: mesmo que você participe das festividades sem saber o real significado, não se perca de você! Nutra seu corpo e sua alma! Compartilhe da alegria do encontro, dos alimentos, bebidas e refeições preparadas, mas não se alimente como se fosse a sua última ceia!

Estabeleça seus limites e respeite-os. Lembre-se: Nutrição é Renovação Celular, Nutrição é Vida!

Nossas dicas para passar por mais uma Páscoa:

- Almoço de páscoa:

– Use e abuse de saladas, com verduras e legumes, crus, cozidos ou refogados. Utilize temperos saudáveis, como: cebola, alho, ervas aromáticas, limão vinagre de maçã e azeite de oliva.

– Na hora de escolher o tipo de carne, não pense duas vezes: opte pelo peixe. Além de suas propriedades nutricionais, possui melhor digestibilidade e combina muito com este dia especial. Opte por preparar assado, grelhado ou cozido.

– Os acompanhamentos podem ser variados. Dependendo do tipo de carne, sugerimos arroz, cuscuz, legumes e/ou verduras, quinoa, ou seja, tudo que sua criatividade permitir! Mas assim como a carne, as preparações devem ser refogadas, grelhadas, assadas ou cozidas. Evite as frituras!

– Não exagere na quantidade, pois provavelmente haverá a sobremesa!

- Chocolate:

Não é preciso deixar de comer chocolate. Você pode saboreá-lo… Se for consumido em quantidade moderada, o chocolate pode trazer benefícios, pois o cacau, que deve ser o primeiro componente da lista de ingredientes, possui substâncias antioxidantes, como os flavonoides e o ácido esteárico, uma gordura que, comprovadamente, já mostrou benefícios inclusive na redução da pressão arterial.

– Opte pelo chocolate com no mínimo 70% de cacau, ao invés do chocolate ao leite ou branco. Se escolher ou ganhar um recheado que seja com amendoim, castanha de caju, avelãs ou outro “nut”. Apesar de mais calóricos, contém menos açúcar que as versões ao leite ou branco, e ainda agregam o valor nutricional das gorduras essenciais ao equilíbrio do metabolismo.

– A quantidade é o segredo! Não exagere, consuma 1 pedaço pequeno, sempre como sobremesa. Não se alimente do chocolate!

– Ganhou muitos Ovos ou bombons, faça uma boa ação: divida o chocolate com seus amigos, distribua para crianças, evitando assim todo e qualquer excesso.

Feliz Páscoa!!!
Malu

Receita de Suco Verde

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19-05-2015

Suco verde, personagem já famoso, e não é a toa! Dá um trabalhinho pra fazer, mas vale a pena!

- Ingredientes:

  • 2 folhas grandes de couve
  • 3 folhas de hortelã
  • 1 maçã pequena c/ casca
  • 1 fatia grossa de batata Yakon c/ casca
  • 1 falange de gengibre
  • 200ml de água
  • Suco de meio limão

- Modo de preparo:

Quem não tem centrífuga pode usar liquidificador, mas lembre-se: os sucos podem ser ricos em vitaminas, minerais e substâncias destoxificantes e alcalinizantes, mas não possuem fibras, portanto não substituem aquela salada crua ou alguma refeição.

Não dá pra ir ao supermercado todo dia? Congele em cubinhos e bata no liquidificador com um pouco de líquido.
O ideal é que seja consumido logo ao acordar. Sempre é melhor usar hortaliças orgânicas que não possuem sustâncias tóxicas ao organismo.

A couve é um vegetal rico em clorofila, que também está presente em todos os vegetais verdes. Ela possui cálcio, fósforo, ferro, potássio, sódio, manganês, magnésio e ácido fólico. Além de todos os minerais, que são importantes para os ossos, dentes e sangue, possui ainda vitamina A, um flavonoide natural, B e C, excelentes no tratamento de doenças, pois reforçam nosso sistema imune e auxiliam na drenagem de líquidos do organismo

Pode estar associado a outras hortaliças verdes como hortelã, couve chinesa, repolho, salsinha, couve, espinafre, rúcula, agrião, salsão, aipo, couve de bruxelas, capim cidreira e tantos outros, de acordo com a criatividade de cada um.

Para um efeito termogênico e antiinflamatório, usamos a pimenta vermelha e o gengibre.

Frutas variadas como maçã, abacaxi, melão, laranja, suco de limão, damasco, ameixas secas e frutas vermelhas  também são bem vindas pelas suas propriedades. Outras hortaliças muito usadas são a beterraba, cenoura, abobrinha, pepino e brotos germinados, que auxiliam na eliminação de resíduos e toxinas acumuladas no organismo. Inhame, nabo e a batata Yacon, que é excelente para controle da glicemia (açúcar no sangue) e um prebiótico natural, também servem.

É bem vindo também a associação de chia e linhaça, ricas em Omega 3.
Em vez de água, podemos usar água de coco e chá verde.

Você mesmo pode fazer a sua receita, tendo como base folhas verdes (pelo menos 2 tipos), frutas (também 2 tipos), outras hortaliças variadas, farinhas ou sementes antioxidantes. Só cuidado para não ficar muito calórico!

Desfrute e crie, porque comer bem, faz bem.

Diabetes

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24-11-2014

Estão cada vez mais raras as histórias familiares em que não há um parente diabético. No ano passado, em nosso blog, disponibilizamos um artigo sobre o Diabetes. Começamos falando em números, já que, quando sabemos um pouco mais sobre valores, muitas vezes lanternas de atenção se acendem. Por isso, só para recapitular, os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontam que o número de pacientes com diabetes no Brasil é de 12.054.827, ou seja, 6% da população é diabética. No mundo, a situação é a seguinte: o diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o planeta. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. Estima-se que boa parte das pessoas que tem diabetes, doença que pode atingir crianças e adultos de qualquer idade, desconhece a sua própria condição!  E a tendência, lamentavelmente, é piorar.

Para ficar claro, o Diabetes é a elevação da taxa de glicose no sangue acima de seus níveis normais. É importante dizer que a glicose é nossa principal fonte de energia! Nosso cérebro vive basicamente dela. Esta elevação (também chamada hiperglicemia) ocorre porque a glicose não foi utilizada pelas células. E, neste caso, existem 3 condições para que isso aconteça, por isso temos 3 tipos distintos de diabetes:

Diabetes Tipo 1  Também conhecida como Diabetes Infantojuvenil ou Insulinodependente ou imunomediada. Neste caso, o pâncreas (órgão produtor de insulina) não secreta quantidade suficiente de insulina, porque as células pancreáticas sofrem uma destruição autoimune (o próprio organismo ataca as células). Para este tipo de diabetes só é possível viver com doses diárias de insulina injetável, buscando a normalização da glicose sanguínea. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Diabetes Tipo 2 Conhecida como diabetes do adulto ou diabetes não-insulinodependente, é a que acomete cerca de 90% dos casos. Até uma década atrás era mais comum em pessoas obesas com mais de 40 anos, mas hoje é bastante frequente entre jovens obesos, justamente pelos maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse urbano. Neste caso, o pâncreas produz a insulina, mas, em função da obesidade, ela não consegue atuar. Por isso é também conhecida como Resistência Insulínica. Por ser assintomática, pode seguir anos sem um diagnóstico correto e por isso não ser devidamente tratada, o que pode acarretar sérias complicações para o cérebro e para o coração.

Diabetes Gestacional Pode acontecer durante a gestação, especialmente a partir da 24ª semana, principalmente em mulheres que apresentam idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau, história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação ou gestação múltipla (gravidez de gêmeos). Isso ocorre porque são feitas diversas adaptações hormonais para permitir o desenvolvimento do bebê e a placenta produz uma série de hormônios que reduzem a atividade da insulina. Muitas mulheres não conseguem compensar isso, pois não produzem maiores quantidades de insulina. Em alguns casos, quando não há controle dietético e a prática regular de atividade física, a gestante pode receber terapia com aplicação de insulina. Seis semanas após o parto a gestante deve se submeter a um novo teste oral de tolerância à glicose sem o uso de qualquer medicação antidiabética. Sua glicemia pode retornar ao normal logo após o parto, especialmente se houver aleitamento materno. Os riscos para o desenvolvimento de uma diabetes do tipo 2 podem ser significativamente reduzidos com bons hábitos alimentares e com a prática regular de exercícios.

Na diabetes gestacional, o maior problema fica para o bebê, pois, quando ele é exposto a uma quantidade excessiva de glicose, ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia ao nascer e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Tipicamente, o diabetes é uma doença pouco sintomática e metade dos diabéticos acabam ignorando sua real condição, porém ter um diagnóstico precoce evita e muito suas diversas complicações. Os principais sintomas que aparecem são:

  • Urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes à noite para urinar;
  • Sede excessiva;
  • Aumento do apetite;
  • Perda de peso – Em pessoas obesas, a perda de peso ocorre mesmo comendo de maneira excessiva;
  • Cansaço;
  • Vista embaçada ou turvação visual;
  • Infecções frequentes, sendo as de pele as mais comuns.

Com um detalhe: No diabetes tipo 2, estes sintomas, quando aparecem, vem de forma gradativa e por isso podem passar de forma desapercebida. Já no diabetes tipo 1, estes sintomas, especialmente a urina, fome excessiva e rápida perda de peso, aparecem de forma tão aguda que se o diagnóstico não for feito de forma rápida a pessoa pode entrar em estado de coma, conhecido como coma diabético.

Como o diabetes é a hiperglicemia, muitos devem achar que basta cortar açúcar, doces, balas, guloseimas e está tudo certo, mas isso só não basta! Para os que tem diabetes tipo 1 então, com recursos cada vez mais sofisticados, com insulinas com tempos de ação diferentes (rápidas, lentas…), não basta tomar sua aplicação de insulina e cortar doces. Em qualquer um dos três tipos de diabetes há que se praticar atividade física regularmente de 4 a 5 dias na semana no mínimo e equilibrar a alimentação.

É importante entender que quando a glicose fica no sangue e não entra nas células, as células morrem por falta de energia, e de alguma forma o sangue vai se transformando em um grande “melado”, que, ao circular por todo o corpo, vai adoecendo outras células.

A atividade física é fundamental porque só ela é capaz de estimular a entrada de glicose nas células musculares sem a ação da insulina!

Então, diabéticos: digam não ao sedentarismo!

Como o excesso de peso é uma das principais causas do diabetes tipo 2, reduzir e controlar o peso é primordial, e, neste sentido, a Nutrição é essencial, pois, através do equilíbrio alimentar, pode-se não só atingir um peso satisfatório, como também garantir a vitalidade das células. Especialmente ao evitar carboidratos refinados (farinha de trigo, arroz branco, biscoitos, pães, açúcar branco,…), gorduras saturadas (excesso de carnes, manteiga, laticínios integrais, embutidos, pele de frango) e misturas com grandes quantidades de alimentos ricos em carboidratos, como a clássica mistura: arroz, batata frita e farofa, passando a dar preferência a carnes magras, cereais integrais como arroz integral, farelo de aveia, quinoa e trigo sarraceno, e peixes (principalmente sardinha, salmão, linhaça e chia, pois estes são ricos em gorduras do tipo ômega 3, as quais são potenciais anti-inflamatórios naturais). O açúcar não é totalmente proibido, mas, se consumido, deve ser preferencialmente o demerara (o tipo cristal amarelado). Pode ainda usar adoçantes naturais como Xylitol, Maltitol e Palatinose, que são absorvidos e tem baixa ação estimulante sobre a insulina, mas tanto o açúcar quanto seus substitutos devem ser usados sob orientação de nutricionista ou médico especialista.

Aqui algumas dicas que podem ajudar:

  • Coma pequenas refeições com intervalos de 3/3horas – sim, não nos cansamos de dizer isso! Assim evitam-se quedas e elevações expressivas da glicemia (taxa de glicose no sangue);
  • Coma 3 porções de frutas frescas e diferentes ao longo dia, dando preferência a frutas de baixo a moderado índice glicêmico, como: pêra, maça, melão, kiwi, morango, cereja, laranja lima, maracujá, ameixa fresca, pêssego, goiaba, mas sempre como complemento de alguma refeição rica em hortaliças cruas ou que tenha alto conteúdo de fibras. Outra sugestão é comer junto um fruto seco como castanhas ou nozes;
  • Beber diariamente até cerca de 35ml de água para cada quilo de peso, por exemplo. Se seu peso é 65kg, 35ml x 65 = 2,3L. A água é fundamental para o equilíbrio orgânico, mas não precisamos nos encharcar! Além disso, urinar demais elimina nutrientes hidrossolúveis, tais como vitaminas do complexo B e vitamina C, além de potássio, magnésio, e outros minerais.
  • Aumente sua ingestão de fibras, através de alimentos integrais (arroz, quinoa, amaranto, pães ricos em fibras e preferencialmente sem adição de açúcares) ou grãos como feijão, lentilha e grão de bico, além de vegetais como quiabo, inhame e couve;
  • Reduza ao máximo o consumo de frituras, açúcares, doces e guloseimas em geral, refrigerantes, alimentos processados (especialmente embutidos como salsicha, salame e lingüiça e frios como presunto, peito de peru…) e bebidas alcoólicas;
  • Use azeite de oliva para temperar saladas (os extravirgens são prensados no frio e perdem sabor ao serem aquecidos). Para o preparo das refeições, opte por um azeite de oliva comum, mas sempre em pequenas quantidades. Afinal, mesmo sendo gordura do bem, consumi-la em excesso faz mal!
  • Se consumir laticínios, escolher preferencialmente os semidesnatados, desnatados ou 0% de gorduras e sem adição de açúcares. Quanto aos queijos, os mais magros são cottage e ricota. Os queijos de búfala tem a vantagem de possuírem menores quantidades de sódio, o que é importantíssimo para os que, além de obesos e diabéticos, tem hipertensão arterial.

Predisposições genéticas à parte, pode-se deflagrar o diabetes em qualquer idade pelas 3 piores escolhas: engordar, não fazer exercícios e/ou alimentar-se mal. Que tal melhorar suas escolhas?

 

ÁGUA ALCALINA: A ÁGUA DA VIDA

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14-10-2014

Todos sabem, de um modo geral, sobre a importância da ingestão adequada de água para a saúde do nosso organismo. Claro, cerca de 70% do nosso corpo é água e tudo nele circula através dela. Mas será que qualquer água terá o mesmo efeito sobre a hidratação, condução elétrica e transporte de nutrientes? A resposta para essa pergunta é simples – não.

O pH, ou potencial de hidrogênio, indica o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução.

Nosso sangue é alcalino, ou seja, possui um pH acima de 7 (a escala de pH vai de 1 a 14, e, quanto menor, mais ácida é a solução).

Inúmeros estudos apontam para a importância de se beber uma água que possua um pH mais próximo do pH sanguíneo, ou seja, mais alcalino. Lembrando que a maioria dos alimentos e bebidas que ingerimos são ácidos, e que o organismo também produz constantemente resíduos ácidos que devem ser excretados para não aumentar o estímulo a alterações celulares, então, se também consumirmos uma água ou bebida com pH ácido, nosso organismo será obrigado a trabalhar dobrado para se equilibrar e manter um ambiente interno saudável.

 

 

Escala 3

 

 

Portanto, com uma água de qualidade, podemos melhorar nossa saúde, além de prevenir e auxiliar no tratamento de doenças, pois a maioria das doenças crônicas que afetam nosso corpo se desenvolvem melhor em um meio ácido.

A vantagem de uma água alcalina também esta no fato de ela conter baixo teor de cloro e flúor, minerais extremamente prejudiciais ao organismo, não possuir metais pesados nem compostos orgânicos, e ainda ser uma fonte de cálcio, magnésio e potássio, todos eles minerais alcalinos que o corpo tanto precisa. Quando ingerimos substâncias ácidas, o organismo lança mão desses minerais para equilibrar o pH, portanto, ao consumirmos substancias ácidas, estamos jogando fora cálcio, magnésio e potássio.

Alguns benefícios da água alcalina:

- Tireóide - alto consumo de flúor e cloro da água comum prejudica a absorção de iodo pela tireóide, podendo auxiliar no desenvolvimento do hipotireoidismo.

 - Previne e auxilia no tratamento da osteoporose porque, além de possuir cálcio e magnésio essenciais para a saúde óssea, ela poupa cálcio e magnésio que são necessários para alcalinizar substâncias ácidas provenientes da alimentação.

- Hidratação Celular – seu poder de hidratação é muito superior ao de outras águas, pois possui minerais adequados à nutrição celular, facilitando sua condutibilidade.

- É um potente desintoxicante corporal e melhora a capacidade da memória - os íons presentes na água alcalina sequestram as toxinas presentes em nosso corpo causados pela alimentação, estresse e atividade física.

- Combatendo o PH ácido, estamos fortalecendo o sistema imune

- Possui efeito Redox, ou seja, é antioxidante

- Melhora a capacidade de reflexo motor e a disposição física - devido a uma melhor condutibilidade de impulsos nervoso e maior poder de oxigenação celular, a água alcalina melhora a digestão, reduzindo de processos como gastroenterites, gastrites, úlceras, entre outros.

- Remoção de placa bacteriana dos dentes.

Se antes você achava que água era tudo igual, a partir de agora verifique se a água que você compra possui um tem um pH elevado. Uma água com pH baixo (abaixo de 7) é considerada ácida e deve ser evitada. É possível encontrar no mercado águas que rondam o pH de abaixo de 6, mas também águas do Ph de 7,6-7,8.

Tente não ficar paranóico! Se você é daqueles que já não gostam de beber água porque acham que água não tem gosto (realmente não é para ter!), ou não tiver claro qual o pH da água que irá beber, sugerimos, para dar um sabor e ainda de quebra melhorar o pH, que esprema um limão, que é a fruta considerada de maior potencial alcalinizante, apesar de ser uma fruta ácida. Este potencial se dá por ser a fruta de maior concentração de ácido cítrico e seus sais (citratos).

Só lembrando: mais de 60% do nosso corpo é composto de água. Valorize-a!!!

Água é a nossa principal matéria prima!

Falando sobre o Glúten

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17-09-2014

glutenV2

Há alguns anos, quando começaram a sair as primeiras matérias em que o glúten foi “crucificado” como responsável por todos os males (obesidade, intolerância à glicose, depressão, alergias e outros), eu me manifestei através de um texto que foi disponibilizado no site da Advanced Nutrition, empresa da qual sou consultora de Nutrição. Na época, como houve relatos de diversos profissionais – médicos, nutricionistas e nutrólogos, posicionando-se favoravelmente à abolição do uso de pães e massas em geral, visando o fim desses males e o emagrecimento sobretudo, fiquei bastante apreensiva, já que a palavra de um profissional de saúde toma grandes proporções. Passaram-se pelo menos 4 anos e quanto mais conhecimento adquirimos, também mais informações distorcidas e sem fundamentação aparecem, gerando mais polêmicas. Na época, escrevi:

“Que as pessoas consomem pães, massas e biscoitos em quantidades excessivas é fato. O ganho de peso é obtido fundamentalmente pelo consumo excessivo de energia e especialmente proveniente das gorduras extras e carboidratos refinados. Quando mudamos radicalmente o hábito alimentar, como, por exemplo, cortando totalmente aquilo que comemos em excesso (pães, massas, biscoitos…) por lembrarmos que estes alimentos geralmente carregam quantidade significativa de gordura (molhos, recheios, manteiga, frituras), e colocamos no lugar frutas e verduras, passamos a consumir menor quantidade de calorias, e as consequências mais diretas são a melhoria da digestão, sensação de leveza após a refeição, melhor disposição e emagrecimento.

Que pães, massas e biscoitos são fermentativos também é fato, por isso geralmente provocam gases, especialmente nas pessoas que são sedentárias, tem a parede abdominal fraca, comem pouca fibra, bebem pouca água ou sofrem de constipação intestinal (prisão de ventre).

Se a preocupação é com a saúde e o bem-estar, a primeira questão é não vilanizar os alimentos, afinal, cada um deles é apenas o veículo de um ou mais nutrientes.

O glúten é a proteína que predomina nos alimentos derivados do trigo, aveia, centeio e cevada, e somente os portadores de Doença Celíaca é que devem bani-los da dieta, já que não possuem a enzima que faz sua digestão. Para estas pessoas, o consumo de glúten traz uma série de transtornos, já que a absorção de outros nutrientes também acaba sendo prejudicada. Neste sentido, é muito importante destacar as conquistas que os celíacos vem obtendo, pois, atualmente, além das novas variedades de substitutos dos pães e massas, os alimentos embalados obrigatoriamente tem que destacar se o produto contém ou não glúten, coisa que há pouquíssimo tempo atrás não acontecia, e que mesmo hoje estando em vigor, a grande maioria das pessoas não sabe o que é (só sabe o que é Glúten quem tem doença celíaca!).

Com o crescimento do diagnóstico (que ainda é muito pequeno), as estatísticas de celíacos no país vem aumentando, portanto muito trabalho ainda deve ser feito.

Indivíduos normais processam o glúten sem qualquer problema. O ideal é seguir os preceitos básicos de uma alimentação equilibrada: comer em intervalos regulares de 3h, beber água nestes intervalos, dar preferência aos cereais integrais, grãos, vegetais e frutas. Preferir carnes brancas (especialmente peixes), leite desnatado, produtos lácteos livres de gorduras, evitar quantidades excessivas de sal e açúcar, etc. Mesmo comendo alimentos saudáveis, jamais esquecer de comer com parcimônia, evitando as grandes porções. Se este indivíduo normal apresenta algum desconforto gástrico (aumento dos gases, má digestão, azia, mal-estar, diarréia) após o consumo de algum alimento, ele pode fazer teste de exclusão temporária do(s) alimento(s) em questão, ou submeter-se ao teste de intolerância.

Depois desta matéria, me vejo surpreendida por colegas de trabalho querendo ajuda para fazer a dieta do Glúten. Aí penso: assim nasce mais um tipo de dieta para juntar-se às tantas outras, tão poderosas com suas propostas de cura e vida longa. Penso também: coitados dos Italianos, que depois de verem a queda do Império Romano pela peste e pelas guerras, poderão ter sua população dizimada pelo consumo de um simples cereal – o trigo.

De acordo com a ACELBRA (Associação de Celíacos do Brasil), para o diagnóstico de Doença Celíaca é absolutamente necessária a realização de biópsia do intestino delgado, não existindo motivos que justifiquem iniciar uma dieta sem glúten sem ter realizado a biópsia, pois só esta é uma análise realmente conclusiva.

Portanto, deixo aqui meu registro de que nada melhor que olharmos para nossa alimentação com muito cuidado e não deixarmos nos seduzir por tantas hipóteses, que até podem trazer alguns benefícios, mas podem transformar o dia a dia num verdadeiro martírio. A nutrição é simbolizada por uma balança que representa o equilíbrio. Assim, se comermos alimentos de boa qualidade, em quantidades adequadas e nas devidas proporções, o resto é consequência. Saúde a todos!”

Li e reli este texto diversas vezes pensando no que mudar, e, sinceramente, mudar não é o caso, mas sim acrescentar:

1) Ao glúten hoje se atribui outras relações: doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, ovário policístico, TPMs e fibromialgia, mas antes de sair cortando o Glúten da dieta, ante estes diagnósticos, é preciso ter uma minuciosa avaliação dos hábitos de vida da pessoa, dentre eles os alimentares (bons e maus). Trabalhar arduamente nas orientações para melhorá-los é o papel da(o) Nutricionista;

2) Ainda bastante caros para a grande maioria da população, mas com custos relativamente reduzidos, existem os chamados Testes de Hipersensibilidade e Intolerância Alimentar, que analisam, através de coleta sanguínea, os anticorpos IGG como a resposta tardia (de 1 a 4 dias) para até 221 alimentos. Fora o custo, ainda existe também a falta de aceitação integral da classe médica em relação à fidedignidade dos resultados. Mas, ainda assim, este é o instrumento mais próximo de que dispomos para identificar uma intolerância subclínica (sem sintomas aparentes). Em minha rotina no consultório, o que observo é que de todos os resultados que analisei no último ano, 100% deles resultou em hipersensibilidade ao Trigo, porém nem todos com hipersensibilidade ao Glúten. Também pudera, o trigo não é feito só de glúten, porque, aliás, não há alimento que tenha apenas uma proteína, mas sim um conjunto de proteínas. No caso do Trigo, o que se sabe hoje, é que, devido às mudanças climáticas, solo e formas de cultivo para abastecer o consumo do planeta, o trigo dos dias atuais não é de longe o mesmo trigo de 50-60 anos atrás. Daí talvez as modificações das outras proteínas que o compõem, e sua inadequação para digestão por algumas pessoas;

3) Hoje também sabemos que a aveia não contém glúten naturalmente como acreditávamos, por isso as fontes de glúten diretas são Trigo, Centeio e Cevada. A aveia, se não estiver certificada por seu fornecedor de que é isenta de glúten, deve ser evitada porque pode haver traços do glúten por contaminação cruzada (seja no plantio, processamento, manuseio, transporte…);

4) Vale a pena lembrar que nossa alimentação tem com base o trigo em pães, massas, bolos, biscoitos, barrinhas de cereais e em toda a ordem de preparações, como panquecas, pasteis, empadas, empadões, salgados, etc. Isso faz com que o organismo seja bombardeado com excesso de trigo e, portanto, de glúten.

5) Mesmo diante da necessidade de excluir o glúten da dieta para reduzir ou controlar sintomas de distensão abdominal, alergias, intolerância à glicose, etc, é primordial entender que esta exclusão não é eterna, mas sim temporária (no mínimo 12 semanas), para que haja uma redução da sensibilidade a ele. Tanto esta exclusão quanto sua reintrodução gradual na rotina alimentar fazem parte do trabalho de reeducação alimentar. É importante ressaltar que a exclusão temporária, não se aplica para os celíacos com diagnóstico fechado e sim para quem tem intolerância;

6) O que pode fazer com que nosso organismo se torne sensível reagindo a essa proteína? Sabemos há muito tempo que o ideal na alimentação não é a monotonia e sim a variação, portanto, reduzir o trigo como uma das fontes principais de carboidratos alivia o organismo desse bombardeamento, além de enriquecê-lo com vários outros nutrientes. É importante lembrar também que tudo que colocamos na boca, à princípio, é estranho ao organismo, podendo causar reações do sistema imune. Não se trata de uma Dieta do Glúten, trata-se de uma individualização da reação imune que vai variar de indivíduo para indivíduo. O Glúten se tornou um vilão devido não só às modificações na genética dos grãos, mas também pelo nosso consumo excessivo.

7) Faço minha conclusão dizendo que nada é imutável. Os seres humanos também vem se adaptando, genética e fisiologicamente, a tantas mudanças que ele mesmo vem gerando ao planeta. Para garantir que sua alimentação esteja verdadeiramente lhe promovendo o bem, é importante reconhecer e aceitar que um alimento que é excelente para muitos, e que pode até fazer parte de seus hábitos uma vida inteira, pode não mais ser apropriado para você. Não embarque em modismos ou recomendações de amigos(as) que foram orientados(as) por profissionais, mesmo que estes sejam nutricionistas ou médicos. Busque o que é apropriado a você! Um mesmo planejamento alimentar pode não ser aplicável em todos os membros de uma mesma família, porque o que vale é a chamada Individualidade Biológica. Cada um tem a sua! Coma com sabedoria e seja feliz!

Não vivemos para comer, mas comemos para viver.
(Sócrates 470 aC)

Malu Bastos
Nutricionista – CRN RJ 89100186
TodaVida Nutrição

Teste IgG de Intolerância Alimentar

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13-03-2014

Reações adversas que um organismo pode apresentar frente a um alimento

O teste por IgG para Intolerância Alimentar é a mais recente ferramenta de diagnóstico disponibilizada ao paciente da Toda Vida Nutrição para ajuda-lo a melhorar seus resultados e sua qualidade de vida.

“O estudo das hipersensibilidades alimentares tem adquirido maior evidência nos últimos anos não só em virtude da medicina preventiva, mas também por diversos problemas de saúde crônicos terem sido atribuídos a distúrbios alimentares. Esses distúrbios, quando identificados, na maioria das vezes são classificados como alergias alimentares, no entanto nem todo distúrbio alimentar se trata de uma alergia. Com o fim de melhor diferenciar e tratar os processos alérgicos e não alérgicos a Organização Mundial de Alergia propôs, em 2003, uma nova nomenclatura para as definições de alergia. Nesta nova nomenclatura o termo hipersensibilidade é sugerido para se descrever sintomas reprodutivos ou sinais evidenciados individualmente na exposição a um estímulo tolerado pela população normal.” – Informe Laboratório Richet

A função do teste IgG é proporcionar informações sobre o metabolismo de cada indivíduo com relação a suas intolerâncias alimentares, com o objetivo de personalizar cada dieta e obter o máximo resultado no tratamento. As informações obtidas com o teste são utilizadas com sucesso para abordar, do ponto de vista dietético, problemas como o sobrepeso, a fadiga crônica, a retenção de líquidos, as dores de cabeça, os transtornos gastrintestinais, alguns tipos de dermatite, atrite, etc.

A reação adversa de um alimento ou grupo de alimentos manifesta-se em diversos aspectos. Dentro do grupo de reações não tóxicas existem as reações imunomediadas (alergia alimentar) e as não imuno-mediadas (intolerância alimentar). Os sintomas destes tipos de reações adversas podem variar consideravelmente de um paciente a outro, e podem desenvolver um processo agudo crônico, dependendo do indivíduo.

DIFERENÇAS ENTRE ALERGIA CLÁSSICA x INTOLERÂNCIA ALIMENTAR 

Alergia Intolerância
Mediada por IgE Mediada por IgG
Sintomas imediatos Sintomas tardios
Testes cutâneos positivos Testes cutâneos negativos
Poucos alimentos relacionados Muitos alimentos relacionados
Traços são suficientes para desencadear a alergia Dose relacionada
Afeta Pele e mucosa Afeta todos os tecidos
Frequente em crianças Crianças e adultos
Diagnosticado sem teste Muito frequentemente não é reconhecida
Rejeição do alimento pelo paciente Alimento apreciado
Permanente ou definitiva Remissão possível se o alimento é evitado
Atinge de 1% a 2% dos adultos e 2 a 8% das crianças Atinge >50% da população

 

A consequência de tudo isso é uma notável variabilidade nos efeitos clínicos produzidos pela ingestão de alimentos intolerantes, com a dificuldade de poder discriminar a origem causadora de determinados quadros clínicos, que não respondem às práticas terapêuticas habituais.

Painel de alimentos

A pesquisa de IgG é realizada por meio de painéis que possuem alimentos pré-determinados e é feita através de uma amostra de sangue, sem necessidade de jejum. Os painéis podem ser compostos por 50, 90 ou 221 alimentos, sendo a lista a seguir a do painel mais completo.

221 ALIMENTOS

Alimentos investigados:

  • Leite e ovos: alpha-lactoalbumina, beta-lactoalbumina, caseína, leite de cabra, de búfula, de ovelha, de vaca, clara de ovo, gema de ovo.
  • Peixes, crústaceos e frutos do mar: alga espaguete, alga espirulina, alga wakame, ameijoa, achova, arenque, atum, bacalhau, berbigão, búzio, camarão, caranguejo, carpa, cavala, caviar, craca, enguia, hadoque, lagosta, linguado, lucio, lula, marisco navalha, merluza, mexilhão, monkefish, ostra, pargo, perca, peixe espada, polvo, robalo, rodovalho, salmão, sardinha, sépia, solha, truta, vieiras.
  • Frutas: abacate, abacaxi, ameixa, amora, azeitona, damasco, figo, framboesa, graperfruit, kiwi, laranja, lichia, limão, limão verde, maçã, manga, melancia, melão, morango, nectarina, oxicoco, papaia, passas, pêra, pêssego, romã, ruibarbo, tamara, tangerina, tomate, uva.
  • Grãos: arroz, aveia, centeio, cevada, cuzcuz, gliadina, malte, milho, painço, polenta, quinua, transglutaminase, trigo e germe de trigo, trigo duro, trigo mourisco, trigo vermelho.
  • Ervas e especiarias: alcaçuz, açafrão, alho, aloe vera, anis, baunilha, camomila, canela, coentro, cominho, carril, dill, estragão, gengibre, ginko biloba, ginseng, hortelã, louro, lúpulo, manjericão, menta, noz moscada, mostarda, orégano, pimenta do reino, pimenta vermelha, salsa, salvia, tomilho, urtiga.
  • Carnes: carne de avestruz, boi, cabrito, cavalo, cervo, cordorna, coelho, cordeiro, frango, javali, pato, perdiz, peru, porco, vaca, vitela.
  • Nozes e castanhas: amêndoa, amendoim, avelã, castanha de caju, castanha do pará, chufa, coco, boz, noz de macadâmia, pinhão, pistache.
  • Vegetais: abrobrinha, acelga, açucar, agar-agar, agrião, aipo, alcachofra, alcaparra, alface, alfaroba, amaranto, aspargos, batata doce, beringela, beterraba, brócolis, cacau, café, cana de castanha, portuguesa, canola, cebola, cebola roxa, cenoura, chá preto, chá verde, cogumelos, couve, couve de bruxelas, couve-flor, endivia, espinafre, erva-doce, feijão branco, feijão fava, feijão vermelho, gergilim, girassol, lentilha, levedura (pão), levedura (cerveja), mandioca, mel, nabo, noz de cola, pepino, pimentões, rabanete, repolho, repolho roxo, rúcula, soja tapioca.

Exemplo de um resultado de Teste por IgG – Painel de Alimentos.

teste Alcat

 

 

 

 

 

 

Metodologia

Por citometria, o IgG é um teste citotóxico que consiste em uma análise do comportamento celular frente a 50 ou 100 alimentos e/ou 20 aditivos e corantes utilizados em alimentos. Os alimentos reagentes produzem, em nível celular, uma reação de citotoxicidade sobre linfóticos, granulócitos e plaquetas, causando a liberação de citocinas e substâncias pró-inflamatórias. Este é o fenômeno, independente do sistema imunológico, que o teste visualiza. É indicado principalmente na avaliação de distúrbios locais ou sistêmicos onde há suspeita de que a sua origem seja não imunomediada.

  • Positivo alto: Deve ser eliminado
  • Positivo fraco: Limítrofe
  • Positivo médio: Deve ser evitado
  • Negativo: Aceitável

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O teste por IgG pode ser muito eficaz para atuar no desenvolvimento de melhores estratégias de antienvelhecimento e anti-aging assim como na identificação de problemas específicos que podem acompanhar sintomas de enxaqueca, alterações dermatológicas, sobrepeso, transtornos gastrintestinais e alterações respiratórias. Iremos desenvolver esses pontos detalhadamente em futuros posts.

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