Obesidade

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09-09-2013

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Acreditem, ser gordo já foi sinal de sucesso. Mesmo hoje, em alguns países da África, ainda é sinal de domínio e poder. No entanto, como sabemos, na maioria do mundo a obesidade é vista com preconceito, como sinal de fraqueza, sendo estigmatizada na sociedade. É muito comum a ideia de que ser gordo é ser perdedor, é motivo de bullying, principalmente entre crianças.

É necessário entender que a obesidade é muito mais que só comer excesso, ela é uma doença crônica e por isso, não tem cura, mas pode ter controle. No entanto, dar limites para ingestão de alimentos pode ser uma tarefa difícil muito para quem tenta, principalmente quando somos bombardeados por comida o tempo todo, seja pelos programas de culinária, as revistas de gastronomia, as redes de fast-food e até o Instagram. Além disso, grande parte dos momentos de convívio social são em volta de uma mesa, de forma que o obeso tem que lutar com amigos, familiares e consigo para controlar sua alimentação. É uma luta que começa em casa e se estende para os momentos de lazer. Portanto, para tratar a obesidade, deve-se ter a participação de todos. Pais e parentes precisam se responsabilizar e fazer mudanças na dieta de seus filhos e dependentes, além de  estimular a atividade física como um hábito higiênico.

Ao contrário do que dizem, o obeso não é uma pessoa “feliz”, ele é uma pessoa ansiosa e deprimida que tenta esconder seus verdadeiros sentimentos se mostrando bem humorado e espirituoso, mas acreditem, isso é só uma estratégia para que seja aceito na sociedade. Especialistas dizem que a obesidade foi para o divã e que os quilos a mais estão cheios de tristeza.

Saibam que a obesidade, não é uma causa! Ela é sim uma consequência! Ela é a ponta do iceberg de vários fatores associados onde, por vezes, não adianta só trata-la com restrição de comida.  Por ser multifatorial, deve ser atacada por todos os lados.

Estudos e publicações, apontam uma tendência global crescente nas taxas de obesidade:

  • Em 2005, foi feito um relatório prevendo que a geração atual de crianças poderá ter uma expectativa de vida inferior a de seus pais.
  • Em 2008, uma a cada dez pessoas era obesa.
  • Em 2010 mais de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos tinham excesso de peso.
  • Hoje, o excesso de peso e a obesidade matam mais do que a desnutrição, sendo o 5º principal risco de mortes no mundo, e 5% da população mundial está acima do peso.

Ou seja, comer demais mata mais do que comer de menos, quem diria.

Nossos alimentos se tornaram muito gordurosos, muito refinados, com pouca fibra e pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes. Associando o sedentarismo e a pressa do dia a dia, buscou-se por uma alimentação rápida e, com o ritmo de vida estressante, a obesidade encontrou o caminho perfeito para se desenvolver.

O QUE É A OBESIDADE? 

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A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2002) define obesidade como um excesso de gordura corporal acumulada no tecido adiposo, com implicações para a saúde. A OMS declarou a obesidade como o maior problema não reconhecido de saúde pública, uma a epidemia do séc. XXI.

Segundo a Abeso (Associação Brasileira para o estudo da obesidade) entre 1980 e 2008, a obesidade dobrou no mundo, atingindo cerca de 205 milhões de homens (9,8%) e 297 milhões de mulheres (13%), ou seja, mais de meio bilhão de adultos acima de 20 anos.

Não pensem que só os países ricos são vítimas da obesidade. O sobrepeso, a obesidade, a hipertensão e o colesterol alto também afetam os países pobres. Em 2015 teremos, segundo dados, 700 milhões de obesos no mundo e 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso. No Brasil, 70% dos adultos estão acima do peso.

Basicamente, é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas, ou seja, há um balanço positivo para consumo de calorias, sendo que para emagrecer esse balanço terá que ser negativo. Parece fácil, mas aí existe um somatório de fatores: o comportamento, o ambiente, a cultura, o estado sócio-econômico e  os fatores genéticos.

QUANDO SOMOS CONSIDERADOS OBESOS? 

Muita gente confunde a pessoa pesada com a pessoa gorda, mas o excesso de peso  e o excesso de gordura, chamado de massa gorda (MG), são coisas bem diferentes.

Homens adultos são considerados obesos quando a (MG) ultrapassa os 20% da massa corporal. No caso das mulheres é considerado obesidade, quando a MG ultrapassa 30% da massa corporal.  (Wilmore e Costil, 1994).

Sim, as mulheres possuem naturalmente mais gordura que homens e menos massa magra (MM) que eles. Massa magra é o somatório do peso dos ossos, vísceras e músculos e é a nossa massa ativa no corpo. Portanto, as mulheres gastam menos calorias que os homens e logicamente precisam se cuidar ainda mais do que eles com relação a ingestão de calorias.

O preço é alto para quem é obeso, pois nosso corpo possui um limite considerado saudável onde ele consegue administrar nosso organismo com segurança e quanto maior o grau de obesidade, mais descontrolado fica o organismo e maiores são os riscos para saúde.

Por isso falamos tanto que se manter no peso ideal é mais do que estar em forma, é estar saudável. Não é só uma preocupação estética, mas uma preocupação com a sua qualidade de vida. Procure ficar atento às suas escolhas, ao que você ingere e ao quanto você ingere. Respeite o seu corpo. Respeite-se!

Colesterol e a (boa) alimentação

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28-08-2013

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Depois de apresentarmos no nosso último post o que é o colesterol e como ele age no nosso corpo, vamos à parte parte que nos cabe:

QUAIS SÃO OS DIFERENTES TIPOS DE GORDURA NOS ALIMENTOS?

Todos os alimentos que contém gordura possuem uma mistura de gordura saturada, gordura monoinsaturada e gordura poliinsaturada, em diferentes proporções.

GORDURAS SATURADAS:  São usualmente sólidas em temperatura ambiente. Podem elevar os níveis de colesterol no sangue, mesmo que não contenham colesterol pois são a matéria prima básica para sua fabricação. Encontram-se em maior concentração em produtos de origem animal.

Principais fontes alimentares são: leite integral, creme de leite, nata, manteiga, queijos feitos com leite integral, carnes em geral (incluindo frios, como o presunto) e azeite de dendê.

GORDURAS MONOINSATURADAS: São usualmente líquidas em temperatura ambiente, mas tornam-se sólidas quando resfriadas. Podem reduzir os níveis de colesterol no sangue quando substituem as gorduras saturadas na alimentação diária.  São encontradas tanto em alimentos de origem animal quanto vegetal.

Principais fontes alimentares são: abacate, açaí, azeite de oliva, óleo de girassol, óleo de canola, óleo de amendoim e algumas margarinas.

GORDURAS POLIINSATURADAS: Usualmente líquidas em temperatura ambiente e são encontradas basicamente em alimentos de origem vegetal. Podem auxiliar na redução do colesterol no sangue quando usadas no lugar da gordura saturada.

Principais fontes alimentares são: óleo de milho, óleo de girassol, óleo de soja, óleo de açafrão e óleo de algodão.

Saude

A partir destas informações, é importante lembrar que mesmo que você não tenha outros fatores de risco associados a doença coronariana (história familiar, tabagismo, excesso de peso…), é fundamental fazer um controle periódico dos níveis de colesterol, (HDL, LDL, triglicerídeos) e manter uma alimentação equilibrada, entendendo este equilíbrio não como a eliminação da gordura total ou da gordura saturada. Você não precisa tornar-se vegetariano restrito (aquele que só come alimentos de origem vegetal estritamente), basta ficar ligado(a) nas nossas dicas:

  1. Usar para o preparo das refeições os óleos de girassol, canola ou azeite de oliva, em substituição a manteiga e margarinas;
  2. Reduzir o consumo de frituras;
  3. Substituir o leite integral pelo semi-desnatado ou desnatado e iogurtes e queijos magros (light);
  4. Substituir os molhos das saladas que contenham creme de leite ou maionese  ou queijos por iogurte desnatado ou azeite;
  5. Evitar o consumo de alimentos industrializados que contenham as chamadas gorduras “invisíveis”, como biscoitos em geral, pães, bolos e sorvetes cremosos;
  6. Evitar o uso diário de manteiga (use somente em ocasiões especiais se for o caso);
  7. Inclua em seu hábito alimentar o consumo de fibras (presentes nas cascas das frutas, nas hortalicas, nos pães integrais com baixos teores de gorduras, nos cereais integrais com fibra de trigo (All Bran, Fibre One), farinha de linhaça dourada, farelo de aveia (Oat Bran) e farinha ou semente de chia;
  8. Pratique atividade física regularmente no mínimo 4 dias na semana – a conta é simples: 1 mês tem 4 semanas, se fizer exercício apenas 2 dias, em um mês terá feito apenas 8 dias de exercício! Lembre-se de quantas vezes come por dia e aí verá porque muitas vezes a conta não fecha…

***

Aqui vão receitas que achamos interessantes para compor uma refeição com baixo teor de colesterol.

BERINJELA GRELHADA

Berinjela-Grelhada

 

 

 

Ingredientes:
– 2 berinjelas cortadas em fatias finas
– 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
– 1 colher de folhas de manjericão picado
– 2 colheres de folhas de hortelã
– 1 colher de salsa picada
– 2 dentes de alho descascados e picados
– Pimenta-do-reino moída
– Vinagre e Sal

Modo de preparo:
Temperar as berinjelas com todos os ingredientes e deixe-as descansarem nesse molho de temperos por cerca de 20 minutos. Grelhar as berinjelas regando com o azeite de oliva.

Fonte: NutriSkin: http://www.nutriskin.com.br/receitas/Baixo-Colesterol/Berinjela-Grelhada.html

 

SALMÃO GRELHADO COM LASCAS DE CENOURA

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Ingredientes:
– 2 colheres (sopa) de suco de laranja
– 5 postas (500 g) de salmão fresco
– ½ colher (sopa) de salsa picada
– ½ colher (sopa) de cebolinha verde picada
– ½ colher (sopa) de alecrim
– 1 colher (sopa) azeite de oliva
– 2 cenouras fatiadas (em fatias finas)
– 1 colher (chá) de sal

Modo de preparo:
Temperar as postas de salmão com o suco de laranja e as ervas e deixar tomar gosto por cerca de 10 minutos. Grelhar as postas em uma frigideira grande e reserva-las. Colocar as cenouras numa forma untada com o azeite de oliva e assar em forno médio por 20 minutos ( ou até ficarem crocantes ). Servir o peixe em cima das cenouras.

Fonte: NutriSkin – http://www.nutriskin.com.br/receitas/Baixo-Colesterol/Salmao-Cenoura.html

 

MOUSSE DE LIMÃO COM IOGURTE

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Ingredientes:

– 300 gramas: Leite desnatado em pó;
– 1 colher de sopa: Creme vegetal sem sal;
– 4 colheres de sopa: Adoçante culinário em pó;
– 120 mililitros: Suco de limão natural;
– 2 colheres de sopa: Limão raspas;
– 200 gramas: Iogurte natural desnatado;
– 400 mililitros: Água quente.

Modo de preparo:

1. Higienizar os limões (4 unidades Taiti) e extrair o suco.
2. Misturar o limão com o iogurte. Reservar.
3. Preparar o leite condensado caseiro light:
Colocar no liquidificador o leite em pó, o adoçante, o creme vegetal e a água quente.
Bater por 5 minutos ou até dar consistência cremosa.
4. Bater o leite condensado (não necessita esfriar) e o iogurte com o limão por 2 minutos, no fim acrescentar as raspas de limão galego.
5. Colocar a mousse em taças e quando estiver morna levar à geladeira por cerca de 3 horas (quanto mais tempo estiver na geladeira mais consistente fica).
6. Servir a Mousse de Limão com Iogurte bem gelada, também fica deliciosa se acrescentar algumas gotas de suco de limão e raspas (usar siciliano).

Obs. O leite condensado caseiro fica mais encorpado conforme for esfriando, se não utilizar de imediato mantenha-o na geladeira em recipiente fechado.

Fonte: Blog guloso saudável – http://www.gulosoesaudavel.com.br/

Colesterol

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28-08-2013

colesterol

Atualmente existe uma grande preocupação com o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, gordura saturada e colesterol, pois estes,  juntamente com outros fatores, aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares.

Embora o consumo excessivo de gordura traga uma série de consequências à saúde, é fundamental lembrar que uma quantidade mínima de gordura é necessária, não só para promover o crescimento adequado, como também para manter a temperatura corporal, manter a pele saudável, auxiliar no transporte e absorção das vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) e na produção de hormônios.

Muitos acreditam que ter colesterol alto é coisa de gente que está acima do peso e ficam espantados quando sabem que uma pessoa obesa pode apresentar níveis normais de colesterol e uma muito magra níveis muito elevados. E porque pensam assim? Como a gordura é o nutriente mais energético que consumimos (enquanto 1g de carboidratos e de proteínas fornecem o equivalente a 4Kcal, 1 g de gorduras fornece mais que o dobro, 9 Kcal), imagina-se que uma alimentação com alto teor de gordura aumenta a ingestão de calorias e consequentemente favorece o aumento do peso (entendido aqui como elevação do percentual de gordura) e pronto, colesterol é coisa para gordos e não para magros. Então vamos lá…

SOBRE O COLESTEROL

O colesterol é uma substancia da família das gorduras presente no sangue e nas células de todo animal, portanto  é normal ter colesterol. Para os que não lembram, somos animais!

Ele é usado para formar as membranas das células e para produzir alguns hormônios, porém, o alto nível de colesterol no sangue aumenta muito o risco de doença coronariana porque, basicamente, predispõe ao infarto.  Hipercolesterolemia é o termo usado para identificar estes altos níveis de colesterol no sangue.

O colesterol é proveniente de dois caminhos: nosso corpo produz parte dele e o restante é obtido através de alimentos de origem animal, como por exemplo, carne vermelha, frango, peixe, ovos (gema), manteiga, queijos e leite integral. Alimentos de origem vegetal como frutas, cereais e hortaliças não tem colesterol justamente por serem vegetais.

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Colesterol e outras gorduras não são dissolvidas no sangue, por isso necessitam de carregadores para auxiliar no seu transporte das células e para as células.  Estes carregadores são conhecidos como lipoproteínas:

– A lipoproteína de baixa densidade (LDL – Low-density lipoprotein) é conhecida como o “mau” colesterol, pois níveis elevados de LDL podem obstruir as artérias aumentando o risco de infarto.

– Tem também a lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL – Very Low Density Lipoprotein), que é produzida no fígado a partir dos triglicerídeos (uma forma de gordura que circula na corrente sanguínea e é armazenada no tecido adiposo do corpo. São nossa principal fonte de energia.).

– A lipoproteína de alta densidade (HDL – High-density lipoprotein) é conhecida como “bom” colesterol, já que ela circula “varrendo” as artérias.

São dois contra um, mas diversos estudos sugerem que altos níveis de HDL colesterol reduzem o risco de infarto.

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RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE COLESTEROL TOTAL NO SANGUE

· Desejável: menor que 200mg/dL

· Limítrofe: 200 –239mg/dL

· Alto risco: maior que 240mg/dL

RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE LDL NO SANGUE

· Desejável: menor que 100mg/dL

· Limítrofe: 130 –159mg/dL

· Alto risco: 160mg/dL

RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE VLDL NO SANGUE

· Desejável: menor que 30mg/dL

· Limítrofe: 30 –40mg/dL

· Alto risco: 40 – 99mg/dL

· Muito alto risco: maior ou igual a 100mg/dL

RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE COLESTEROL NÃO HDL NO SANGUE

· Desejável: menor que 130mg/dL (menor que 100mg para pacientes com risco muito elevado)

· Limítrofe: 130 –159mg/dL

· Discretamente elevado: 160-189mg/dL

·  Alto Risco: 190-219mg/dL

·  Muito Alto Risco: maior ou igual a 220mg/dL

RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE TRIGLICERÍDEOS NO SANGUE

· Normal: abaixo de 150mg/dL

· Limítrofe: 150-350mg/dL

· Alto risco: 350-1000mg/dL

· Muito alto risco: acima de 1000mg/Dl

RECOMENDAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE HDL NO SANGUE

·  A média de colesterol HDL em homens gira em torno de 40-50mg/dL e nas mulheres, entre 50-60mg/dL. HDL colesterol abaixo de 35 mg/dL é considerado risco para a doença coronariana.

 

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Além do uso das chamadas estatinas (medicamentos que agem na raiz do colesterol, inibindo a produção de uma enzima responsável por sua síntese), também são aceitos como coadjuvantes na terapia anti colesterol os ácidos graxos ômega 3 e os fitosteróis.

Os ácidos graxos ômega 3 são derivados do óleo de peixes provenientes de águas frias e profundas, que reduzem a síntese hepática dos triglicerídeos. Os mais importantes são o eicosapentaenóico (EPA) e o docosahexaenóico (DHA). Em altas doses (4 a 10g/dia) reduzem os triglicérideos e aumentam discretamente o HDL. Em portadores de doença arterial coronária, a suplementação de 1g/dia de omega-3 em cápsulas, reduz em 10% os eventos cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral). Existem outras fontes vegetais de ácidos graxos ômega 3, como a linhaça dourada e a semente de chia.

Já os fitosteróis, são encontrados apenas nos vegetais e desempenham funções estruturais semelhantes ao colesterol em tecidos animais. O β-sitosterol, extraído dos óleos vegetais é o principal fitosterol encontrado nos alimentos. Uma dieta balanceada com quantidades adequadas de vegetais fornece aproximadamente 200 a 400mg de fitosteróis e os níveis plasmáticos variam de 0,3 a 1,7 mg/dL. No entanto, é necessária a ingestão de 2 g/dia de fitosteróis para a redução média de 10-15% do LDL. Já existem no mercado alimentos fortificados com fitosteróis (cremes vegetais e produtos lácteos: leite e iogurte).

Outra medida importante e fundamental para o controle do colesterol é a prática regular de exercícios, para mobilizar a utilização das gorduras e fortalecer a parede das artérias (exercício não pode ser visto apenas como um extintor de calorias ou como modelador de abdomens e glúteos!).

Contudo, atualmente é muito comum encontrarmos desequilíbrio nos níveis plasmáticos de colesterol em homens e mulheres com menos de 40 anos, e o mais chocante é que, por usarem alguma terapia medicamentosa, não fazem qualquer controle alimentar, pois acreditam que o medicamento fará seu papel sem ter que modificarem seus hábitos.

Como nutricionistas e profissionais da saúde, achamos esse tipo de comportamento destrutivo e acreditamos que comer bem e se manter ativo são os melhores remédios. Por isso, no próximo post daremos a dica de como a nutrição pode atuar no controle do seu colesterol.

Relaxando os vasos sanguíneos

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23-08-2013

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Substâncias presentes nos alimentos podem ajudar a reduzir a pressão arterial relaxando os vasos sanguíneos, fluidificando o sangue ou aumentando a eliminação de  sódio do organismo:

– Os flavonóides ou isoflavonas são antioxidantes e vasodilatadores que relaxam e impedem a oxidação do colesterol nas artérias, mantendo-as flexíveis e limpas, ou seja, fazendo que não haja formação de trombos que vão interromper a passagem de sangue.

Fontes: frutas como laranja, frutas vermelhas, uva, chá verde e preto, vinho tinto e o suco de uva concentrado e, de forma muito especial, na soja (estima-se que em 100g de soja pode-se encontrar 300mg de isoflavona)

– Os compostos sulfurosos (enxofre) auxiliam na dilatação dos vasos sanguíneos reduzindo a pressão diastólica e sistólica.

Fontes: alho, cebola.

– Vitamina C dilata os vasos sanguíneos e auxilia na eliminação de toxinas.

Fontes: abacaxi, acerola, goiaba, laranja, limão, tangerina, kiwi, caju, morango, pimentão, rúcula, alho, cebola, repolho, espinafre, tomate, brotos de verduras, agrião, alface
– L-citrulina  e L-arginina atuam na formação do óxido nítrico, um gás natural que relaxa a parede dos vasos sanguíneos.

Fonte: melancia

– Magnésio é um ativador do óxido nítrico.

Fontes: amêndoas , nozes, cereais integrais, frutos do mar, vegetais folhosos verde-escuros, farelo de aveia e gérmen de trigo.

– O cálcio  mantém o ritmo cardíaco regular e, nos rins, ele e responsável pelo equilíbrio sódio/água de seu corpo. Estudos confirmam que uma dose extra de cálcio pode  reduzir a pressão arterial. Mas esse efeito não e observado com suplementos de cálcio somente o cálcio proveniente dos alimentos.

Fontes: leite e derivados, sardinha enlatada,amêndoas, brócolis, couve, folha da beterraba quiabo, figos frescos e secos, damasco, uva-passa, gergelim, nozes, avelãs, amêndoas, castanha-do-Pará, semente de girassol, soja, tofu com sal de cálcio, lentilha, ervilha, grão-de-bico, feijões.

– A alicina aumenta a elasticidade dos vasos sangüíneos

Fonte: alho

Substituindo o sal por receitas naturais

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22-08-2013

 

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Tempero de ervas. Use em assados, ensopados ou legumes frescos.

3 colheres de chá de pimenta caiena

6 colheres de sopa de alho em pó

6 colheres de chá de manjericão desidratado

6 colheres de chá de Mangerona

6 colheres de chá de tomilho desidratado

6 colheres de chá de salsa desidratada

6 colheres de chá de segurelha desidratada

6 colheres de chá de noz moscada moída

colheres de chá de cebola em pó

6 colheres de chá de pimenta do reino moída.

Misture bem todos os ingredientes numa tigela. Armazene em recipiente hermeticamente fechado, mantendo em lugar fresco, seco e escuro por 6 meses.

Rendimento: 2 xícaras

 

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Tempero de limão e ervas. Use em peixes, frango ou peru. Pode-se acentuar o gosto do limão, colocando-se o tempero na carne e pingando-se gotinhas de suco de limão fresco.

9 colheres de sopa de manjericão desidratado

7 colheres de sopa de orégano desidratado

3 colheres de sopa de pimenta do reino moída

3 colheres de sopa de cebola desidratada

3 colheres de sopa de sementes de aipo inteiras

2 1/2 colheres de sopa de manjericão em pó

1colher chá de alho desidratado

1 colher chá de casca de limão ralada(opcional)

Misture bem todos os ingredientes numa tigela. Armazene em recipiente hermeticamente fechado, mantendo em lugar fresco, seco e escuro por 6 meses.

Rendimento: 1 xícara

 

Tempero de ervas. Usar em saladas:

½ xícara de salsa desidratada

½ xícara de Mangerona desidratada

5 colheres de sopa de manjericão desidratado

5 colheres de sopa de semente de gergelim torrado

3 colheres de sopa de flocos de pimenta picante

3 colheres de sopa de alecrim em pó

2 ½ colher de sopa de semente de aipo em pó

5 colheres de chá de segurelha em pó

5 colheres de chá de salvia em pó tomilho em pó

4 ½  colheres de chá de. Cebola desidratada

4colheres de chá de aneto (erva aromática)

4 ½ colheres de chá de pimenta-do-reino moída

1 ½ colher de chá de.Alho desidratado

Misture bem todos os ingredientes numa tigela. E armazene em recipiente hermeticamente fechado, mantendo em lugar fresco, seco e escuro por 6 meses.

Rendimento: 1 xícara

 

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Marinando as carnes

2 copos de vinho tinto seco,casca e suco de 1 limão, sal, aipo bem cortadinho, alho poro, alecrim, pimenta dedo de moça.

Misturar e colocar na carne.  Deixar por 12 horas (3- 4 kg).

Caldos

Caldo de galinha caseiro

300g de galinha sem pele e com a gordura visível removida

3 litros de água

1 cebola média, cortada em pedaços grandes

2 talos de aipo, picados

2 cenouras grandes, picadas

Pimenta do reino à gosto

1 cm de gengibre fresco, descascado, picado(opcional)

1 folha de louro, 3 colheres de sopa de tomate picado

Em um caldeirão grande, coloque todos os ingredientes para ferver em fogo médio a alto.

Reduza o fogo, e cozinhe parcialmente tampado por mais 1h ou, até a galinha ficar macia. Retire primeiro a gordura que estiver por cima, depois a galinha e coe o caldo.

Para retirar a gordura, refrigere até que esta endureça na superfície, retire-a e jogue fora. O caldo poderá virar um gel durante a refrigeração, o que é normal.

 

Caldo de carne caseiro

1kg de carne com osso

2 litros de água

1/2 xícara de cebola cortada

1 cenoura cortada

8 grãos de pimenta-do-reino, 3 cravos, folhas verdes, aipo, alho poro, etc.

Cozinhe todos os ingredientes em fogo brando até reduzir à metade.Retire a espuma que forma na superfície.Coe bem. Leve o caldo à geladeira

Retire toda a gordura da superfície no dia seguinte.

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Caldo de peixe caseiro

1 kg de peixe de boa qualidade (com cabeça)

2 litros de água

1 xícara de cebola picada

Folhas verdes, aipo, alho poro, cheiro verde, etc.

1 cenoura cortada

Cozinhe todos os ingredientes até reduzir à metade

Coe bem e leve à geladeira até a hora de servir

Vinha d”alhos (para temperar carnes. Fazer na véspera)

2 xícaras de cada ralada: cebola, cenoura, aipo

2 dentes de alho

¼ xícara de salsa picada

1cravo

1pitada de pimenta do reino

½ xícara de vinho branco seco

½ xícara de vinagre branco

Misture todos os ingredientes.Tempere a carne por 24h. Regando de vez em quando e virando.O líquido pode ser usado para cozimento

 

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Molho de tomate

Tomate – 1kg

Alho picado – 1 dente

Salsa – 1 ramo

Pimenta-do-reino, orégano, manjericão e adoçante à gosto

Bater no liquidificador os 4 primeiros ingredientes

Cozinhar em fogo brando até engrossar

Acrescentar a pimenta, orégano e o manjericão.

Só colocar o adoçante depois do molho pronto

Os esconderijos do sal

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20-08-2013

 

 

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O sal além de ser um tempero é também um conservante natural usado nos alimentos  há séculos. Graças à indústria, podemos ter alimentos disponíveis para todos, mas essa façanha é fruto de aditivos, os chamados de conservantes.

Conservantes, como a palavra já diz, conservam os alimentos, e podem ser definidos como toda substância que impede ou retarda a alteração dos alimentos provocada por microrganismos ou enzimas. Devido a sua existência, podemos hoje impedir que os alimentos se estraguem nas prateleiras.

Os conservantes podem manter a textura dos alimentos, manter sua composição, adicionar nutrientes perdidos durante o processamento do alimento ou incluir nutrientes que o alimento não contém normalmente. Alguns podem ser usados para melhorar o sabor e a cor. Mas atenção, muitos conservantes também podem conter sódio em seus componentes e como essa quantidade não vem descriminada nos rótulos, essa informação fica desconhecida. A quantidade de sódio descrita na informação nutricional pertence apenas a composição de alimento. Apesar dos conservantes e aditivos sofrerem testes de segurança exaustivos antes de serem liberados pelo FDA, não fica garantido que efeitos negativos para a saúde possam ocorrer pelo consumo dessas mesmas substâncias.

Você acha natural um alimento ficar na prateleira do supermercado com data de validade por meses ou mesmo por anos?

Apesar de todas as facilidades que hoje temos para ter alimentos disponíveis, ainda devemos priorizar os alimentos naturais e frescos, controlando o sal do cozimento e não acrescentando sal no alimento pronto. Nosso paladar pode se adaptar, acredite!
Vamos dar nome aos bois?

Sorbato de sódio, nitrito de sódio, bicarbonato de sódio e fermento fosfato de sódio, glutamato monossódico, alginato de sódio , benzoato de sódio, hidróxido de sódio, propionato de sódio, sulfato de sódio metabissulfito de sódio, bissulfito de sódio.

São muitos os conservantes a base de sódio, então, fiquem atentos à presença desses nomes nos rótulos, pois alguns possuem potencial alergênico e até cancerígeno.