Diabetes

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30-09-2013

Para encerrar o assunto doenças ligadas à má alimentação, o espaço hoje é reservado para um assunto que muito se ouve, se lê, mas que muitos não entendem ou enxergam a dimensão de sua gravidade: Diabetes. Por isso é importante falarmos em números. Dados recentes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontam que o novo número de pacientes com diabetes no Brasil é de 12.054.827, isso mesmo! Doze milhões de brasileiros são diabéticos!!! Os dados são resultado da atualização dos números do Censo de Diabetes, do final da década de 80, baseado no Censo IBGE de 2010.

De acordo com o Portal Brasil dados divulgados pelo Ministério da Saúde, indicam que 5,6% dos brasileiros são diabéticos. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), o percentual da doença subiu principalmente entre os homens, passando de 4,4% em 2006 para 5,2% em 2011. No mundo a situação é a seguinte: O diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o planeta. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. Estima-se que boa parte das pessoas que têm diabetes, doença que pode atingir crianças de qualquer idade, desconhece a sua própria condição.  E a tendência, lamentavelmente, é piorar. Estão cada vez mais raras as histórias familiares onde não há um parente diabético.

Para falar sobre o assunto de forma pontual vamos seguindo as seguintes questões:

O que é Diabetes?

É a elevação da taxa de GLICOSE no sangue. Lembrando que a glicose é nossa principal fonte de energia! Nosso cérebro vive basicamente dela. Esta elevação (também chamada hiperglicemia) ocorre porque, para que as células usem a glicose é necessária a ação de um hormônio, a INSULINA, assim, se a glicose está alta é porque não foi utilizada pelas células. E neste caso existem 3 condições para que isso aconteça, por isso temos 3 tipos distintos de diabetes:

Diabetes Tipo 1– também conhecida como diabetes infanto-juvenil ou  insulino dependente ou imunomediada. Neste caso, o pâncreas (órgão que produz a insulina), não secreta quantidade suficiente de insulina, porque as células pancreáticas sofrem uma destruição autoimune (o próprio organismo ataca as células). Para este tipo de diabetes só é possível viver com doses diárias de insulina injetável, buscando a normalização da glicose sanguínea. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Diabetes Tipo 2 – conhecida como diabetes do adulto ou diabetes não insulino dependente, é a que acomete cerca de 90% dos casos. Até uma década atrás era mais comum em pessoas obesas com mais de 40 anos, mas hoje é bastante frequente entre jovens obesos, justamente pelos maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse urbano. Neste caso o pâncreas produz a insulina, mas em função da obesidade ela não consegue atuar. Por isso é também conhecida como Resistência Insulínica. Por ser assintomática pode seguir anos sem um diagnóstico correto e por isso não ser devidamente tratada, o que pode acarretar sérias complicações para o cérebro e para o coração.

Diabetes Gestacional – pode acontecer durante as gestação, especialmente a partir da 24ª semana, principalmente em mulheres que apresentam idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau , história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação múltipla (gravidez de gêmeos). Isso ocorre porque ocorrem diversas adaptações hormonais para permitir o desenvolvimento do bebê e a placenta produz uma série de hormônios que reduzem a atividade da insulina. Muitas mulheres não conseguem compensar isso, pois não produzem maiores quantidades de insulina. Em alguns casos, e quando não há controle dietético e a prática regular de atividade física, a gestante pode receber terapia com aplicação de insulina. Seis semanas após o parto a gestante deve se submeter a um novo teste oral de tolerância a glicose sem o uso de qualquer medicação antidiabética. Sua glicemia pode retornar ao normal logo após o parto, especialmente se houver aleitamento materno. Os riscos para o desenvolvimento de uma diabetes do tipo 2 podem ser significativamente reduzidos com bons hábitos alimentares e com a prática regular de exercícios.

Na diabetes gestacional o maior problema fica para o bebê, pois quando ele é exposto a uma quantidade excessiva de glicose, ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo (macrossomia fetal) e, conseqüentemente, partos traumáticos, hipoglicemia ao nascer e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Map 2.4 Prevalence of undiagnosed diabetes 2011

 

Quais os Sintomas?

Tipicamente o diabetes é uma doença pouco sintomática e metade dos diabéticos acabam ignorando sua real condição, porém ter um diagnóstico precoce evita e muito suas diversas complicações. Quando aparecem, os sintomas principais são:

  • Urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes a noite para urinar;
  • Sede excessiva;
  • Aumento do apetite;
  • Perda de peso – Em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva;
  • Cansaço;
  • Vista embaçada ou turvação visual;
  • Infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele.

Com um detalhe: No diabetes tipo 2 estes sintomas, quando aparecem, vem de forma gradativa e por isso podem passar de forma desapercebida. Já no diabetes tipo 1 estes sintomas, especialmente a urina e fome excessivas e a rápida perda de peso, aparecem de forma tão aguda que, se o diagnóstico não for feito de forma rápida, a pessoa pode entrar em estado de coma, conhecido como coma diabético.

Como tratar?

Como o diabetes é a hiperglicemia, muitos devem achar que basta cortar açúcar, doces, balas, guloseimas e está tudo certo, mas só isso não é o suficiente! Para os que tem diabetes tipo 1 então, com recursos cada vez mais sofisticados, com insulinas com tempos de ação diferentes (rápidas, lentas…) também não basta tomar sua aplicação de insulina e cortar doces. Em qualquer um dos três tipos de diabetes há que se praticar atividade física regularmente de 4 a 5 dias na semana, no mínimo, e equilibrar a alimentação.

É importante entender que quando a glicose fica no sangue e não entra nas células, as células morrem porque não tem energia, e de alguma forma o sangue vai se transformando em um grande “melado” que, ao circular por todo o corpo, vai adoecendo outras células.

A atividade física é fundamental porque só ela é capaz de estimular a entrada de glicose nas células musculares sem a ação da insulina!!! Então diabéticos: digam não ao sedentarismo!

Como o excesso de peso é uma das principais causas do diabetes tipo 2, reduzir e  controlar o peso é primordial, e neste sentido a Nutrição é essencial pois só através do equilíbrio alimentar pode-se  atingir um peso satisfatório e garantir a vitalidade das células, especialmente evitando carboidratos refinados (farinha de trigo, arroz branco, biscoitos, pães, açúcar branco…), gorduras saturadas (excesso de carnes, manteiga, laticínios integrais, embutidos, pele de frango), misturas em grandes quantidades de alimentos ricos em carboidratos (como a clássica mistura: arroz, batata frita e farofa), passando a dar preferência a carnes magras, peixes (especialmente sardinha e salmão), linhaça e chia (que são ricos em gorduras do tipo ômega 3 e anti inflamatórios naturais) e cereais integrais (como arroz integral, farelo de aveia, quinoa e trigo sarraceno). O açúcar não é totalmente proibido, mas se consumido deve ser preferencialmente o demerara (o tipo cristal amarelado) e sob orientação de nutricionista ou médico.

Esporte como forma de evitar/combater doenças degenerativas

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25-09-2013

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O exercício físico e/ou esporte vem sendo usado como forma de prevenção de doenças há muito tempo, mas só recentemente as políticas de saúde tem incentivado a prática esportiva e de combate ao sedentarismo.

O impacto econômico é muito grande , uma vez que o custo não só das empresas para com as pessoas em idade produtiva, mas dos planos de saúde e também da previdência acaba por levar as autoridades a pensar sobre este tema com mais cuidado.

Países desenvolvidos como os EUA e alguns países da Europa, já perceberam que investir na prática saudável de exercício físico é uma forma de economizar no futuro.

As doenças arteriais coronarianas, as dislipidemias, diabetes, hipertensão, podem muito bem serem controladas e até evitadas quando o exercício físico faz parte da rotina diária das pessoas. Homens e mulheres sedentários enfrentam um risco duas vezes maior que seus congêneres fisicamente mais ativos.

A manutenção de um estilo de vida fisicamente mais ativo ao longo a vida reduz os fatores de risco para doença cardíaca coronariana e a ocorrência da doença. A nutrição, o exercício e os programas de controle de peso alteram favoravelmente os fatores de risco para doença cardíaca coronariana e, em geral, aprimoram a perspectiva de saúde do indivíduo.

Norton Martins de Freitas

E como evitar o sobrepeso?

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12-09-2013

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  • Olhe sua dispensa e sua geladeira, retire tudo que não vai te ajudar.
  • Organize-se. Faça uma lista de alimentos e planeje suas refeições.
  • Fazer no mínimo 4 refeições ao dia , o ideal é de são 5 a 6 refeições, não tenha medo de comer!
  • Comer a cada 3 horas é importante para controlar a glicemia, evitando a fome e fazendo com que haja uma seleção melhor dos alimentos. Quando estamos com fome ficamos mais propensos a comer alimentos mais calóricos e a comer mais do que deveríamos comer. Além disso, comer fracionadamente faz com que o metabolismo se mantenha acelerado evitando ser colocado no modo econômico no gasto energético. Comer em espaços grandes ensina o corpo a armazenar mais.
  • Desjejum: nunca saia de casa ou vá fazer exercícios em jejum. O organismo fica lento no jejum e, na atividade física, você vai consumir seus músculos como fonte de energia e ficar fraco(a) durante o treino.
  • Colação (lanche): fazer uma quebra do jejum no meio da manhã é importante para manter o organismo equilibrado e para não chegar faminto(a) no almoço. Assim você fica mais seletivo(a) e pode evitar alimentos que você sabe que são desnecessários.
  • Almoço: procure colorir seu prato com hortaliças cruas e/ou cozidas e não evite o carboidrato, só não exagere! Prefira proteínas magras (carnes magras) e com pouca gordura, leguminosas (grãos como feijões, soja, lentilha, grão de bico) também são importantes fontes de proteínas.

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  • Evite beber mais de 1 copo de 200ml de líquidos as refeições. Prefira água.
  • Lanche: não tente não comer o lanche, ele é o freio da noite! Faça um sanduíche leve, mas alimente-se!
  • Jantar: depois de todas as refeições do dia, você pode, finalmente, comer pouco à noite. Saladas com proteínas e um pouco de carboidratos ou uma sopa de hortaliças com proteína (carne, queijo magro ou ovo) dentro.
  • Sobremesa sempre é fruta fresca!
  • Ceia: Não vá dormir em jejum, a ceia é importante para que atravessemos 7 horas sem se nos  alimentar. Afinal, não é a toa que os bebês choram de madrugada para mamar. A ceia é como a colação, ou seja, frugal!
  • Reduza o consumo de açúcar, doces, bebidas açucaradas e bebidas alcoólicas.
  • Reduza as gorduras totais principalmente as gorduras saturadas. Para identifica-la é fácil: qualquer gordura sólida na temperatura ambiente, seja de origem animal ou vegetal, deve ser evitada. As gorduras liquidas na temperatura ambiente, geralmente são de origem vegetal sendo, por isso, insaturadas, o que melhora o perfil lipídico do sangue. Lembre-se que mesmo as gorduras boas devem ser controladas. Cuidado com molhos e cozinhe com pouca gordura.
  • Trocas são bem vindas, como os produtos “light” que contem menos gorduras e/ou menos açúcar e/ou menos sal.
  • Aumente a quantidade de fibras através de ingestão de cereais integrais, hortaliças e frutas;
  • Mastigar é fundamental, pois sinaliza para o cérebro que estamos comendo, além de melhorar a digestão. Lembre-se que somos animais e por isso nosso organismo esta preparado para alimentos que devem ser mastigados, isso é mais fisiológico.

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  • Variar os alimentos é importante, não só porque estimula enzimas diferentes no corpo, mas também porque enriquece o organismo com diferentes micronutrientes e torna a dieta menos monótona.
  • Hortaliças e frutas são de extrema importância, pois além de fornecerem fibras, são ricas em vitaminas e minerais – substâncias protetoras do organismo. As vitaminas e os minerais são melhor absorvidas através do alimento. Complexos de vitaminas têm menor biodisponibilidade (capacidade de ser absorvidas no intestino).
  • Reduza o tamanho das porções e controle o sal de adição.
  • Evite alimentos industrializados, geralmente são refinados, possuem muitos conservantes e sódio.
  • Leia os rótulos e avalie os ingredientes. Evite comer alimentos que possuam mais de 5 aditivos. Produtos industrializados normalmente precisam de aromatizantes, estabilizantes, conservantes, corantes e espessantes. Mais que isso: fuja!
  • Quanto às carnes, varie e prefira as carnes magras como, peixes, peito de aves, carnes vermelhas magras (lagarto, maminha de alcatra, filé mignon) e não se assustem: lombinho de porco, porque só tem 2% de gordura. Retire a gordura visível
  • Aumente o consumo de água, mas não exagere! Mulheres em torno de 1500ml e homens em trorno de 2000ml. É o suficiente. A água faz parte de mais de 70% do corpo e é ela quem leva os nutrientes pelo corpo, além de controlar sua temperatura e limpar o organismo através do suor, das fezes e da urina. Beber pouca água também reduz o gasto energético. A fome muitas vezes pode ser confundida com a sede. Agora beber água demais, como se tivéssemos um grande reservatório, provoca perdas vitamínicas e minerálicas importantes, pois aumenta excessivamente a excreção de urina.

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  • Não  corte os carboidratos, mas modere, escolha os integrais e controle as porções. Carboidratos são nossos combustíveis naturais, eles devem fazer parte de pelo menos 50% da dieta. Algumas hortaliças (abóbora, beterraba, ceboura, chuchu, quiabo, vagem, batatas, aipim e inhame) e as frutas em geral também possuem carboidratos.
  • Todas as refeições devem ter todos os grupos de alimentos: cereais (arroz, milho,quinoa,trigo) ou tuberculos (batatas, inhame, aipim) como fonte de caboidratos, carnes, ovos, grãos, queijos, leite, iogurte como fonte de proteínas, frutas e hortaliças como fonte de vitaminas minerais e fibras.
  • Evite situações de armadilha, andando sempre com algum alimento SOS na bolsa como frutas, nuts, barras de proteínas. Frutas secas ou mesmo sanduíches preparados com pão rico em fibras.
  • Em eventos , procure não ir em jejum, coma alguma coisa leve antes de sair de casa.

Em qualquer lugar, podemos fazer escolhas menos calóricas e mais inteligentes.

PRATIQUE E VERÁ O RESULTADO! LEMBRE-SE: EXCESSO DE PESO É CONSEQUÊNCIA E NÃO A CAUSA DE SEUS PROBLEMAS. OLHE PARA O QUE ESTA EM TORNO ANTES DE TUDO. OLHE PARA VOCÊ!

Obesidade – Depressão x bem estar

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12-09-2013

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DEPRESSÃO TAMBÉM ENGORDA

Você come muito porque esta triste ou fica triste porque come muito?

Muitas pessoas comem de forma compensatória, para aplacar a depressão, e isso acaba gerando mais desânimo e prostração. No organismo, a depressão libera um hormônio chamado cortisol ou hormônio do estresse, ele é um dos responsáveis pelo acúmulo de gordura no abdome. Associado a isso, temos a redução da secreção de outros hormônios que sinalizam a sensação de bem estar – esses hormônios são a serotonina e a noradrenalina. Na obesidade há uma disfunção desses hormônios, o que desencadeia uma grande vontade de comer carboidratos como pães, massas e doces em geral, já que os carboidratos vão aumentar a secreção de serotonina, melhorando temporariamente a depressão. Trata-se de uma a bola de neve (na verdade, de gordura), um ciclo vicioso.

A depressão também pode enfraquecer o sistema imunológico e nosso sistema imune é bem importante no controle da proliferação de células que sofreram mutações, visto que estas podem desencadear tumores.

NÃO É ASSIM TÃO SIMPLES

Hoje sabemos da existência de todo um controle de hormônios e respostas orgânicas que  refletem sobre o comportamento alimentar. Não vale a pena descrevê-los, sob pena de vocês abandonarem a leitura, mas é importante saber que nos obesos há um descontrole dos sinais hormonais e das respostas sobre seu comportamento alimentar que os leva a comer mais.

Durante os 5 milhões de anos da existência do homem, a fome representou uma ameaça permanente à sobrevivência da espécie. Nosso organismo aprendeu a armazenar energia na forma de gordura e a detectar a redução dessa reserva como um sinal de alerta, desencadeando uma redução do gasto energético, fazendo com que o metabolismo caia mais ainda para preservar suas reservas. Quando há aumento de peso, sinais opostos são enviados ao cérebro, a sensação de fome não reduz e o organismo adota o peso mais alto, dificultando a utilização de gordura como fonte de energia.

 

XÔ SEDENTARISMO

sedentarismo

O sedentarismo é considerado fator de risco independente para doenças crônicas. Calcula-se  ser ele o responsável por cerca de 1,9 milhão mortes no mundo.

Quando a  meta é perder peso, atividade física tem um papel crucial e deve tornar-se permanente em seu estilo de vida.

Segundo os estudiosos no assunto, recomenda-se a prática regular de 30 minutos de exercícios com intensidade moderada, 5 dias por semana. Isso parece ser suficiente para um adulto saudável. Pessoas obesas necessitam de 45 a 60 minutos da atividade moderada e, para manutenção, 60 a 90 minutos. Essa atividade pode ser dividida ao longo do dia em seções menores de 10 minutos ou de maior duração.

POR QUE SE EXERCITAR

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  • Melhorar a circulação;
  • Melhorar as funções cardíacas e pulmonares;
  • Reduzir a pressão arterial;
  • Manter o tônus muscular;
  • Melhorar  problemas osteomusculares como a osteodistrofia e lombalgia;
  • Melhorar a qualidade do sono;
  • Manter a taxa metabólica elevada (a quantidade de calorias gastas em repouso, em jejum);
  • Queimar  calorias, o que ajuda a equilibrar a balança energética;
  • Aumentar o auto-controle;
  • Reduzir o estresse;
  • Aumentar a concentração e a percepção cognitiva;
  • Melhorar a auto estima;
  • Reduzir a depressão;
  • Diminuir o apetite;
  • Prevenir o diabetes e o colesterol altos;
  • Prevenir doenças neurológicas, como o Alzheimer.

 

PARA PENSAR:

Se você acha que já fez várias tentativas para emagrecer sem sucesso, pense nas alternativas que você buscou:

  • Tomou remédios para emagrecer?
  • Já fez dietas muito restritas e e/ou frequentou um SPA?
  • Já foi a vários nutricionistas?
  • Já se matou de fazer exercícios?

Por que nada disso deu certo?

Se você esta infeliz com seu peso, pare e pense, não fique sendo vítima de si própria! A resposta está dentro de você, ninguém vai fazer por você aquilo que você mesmo não consegue!

Comece a se fazer algumas perguntas:

  • Como me sinto comigo mesmo(a)?
  • Estou feliz assim?

Caso você se sinta realmente incomodado(a), continue o questionamento:

  • O que eu preciso mudar para que esse quadro mude?
  • Como estou emocionalmente? Deprimido(a)? Ansioso(a)?
  • Preciso de ajuda de um profissional?
  • O que o alimento representa para mim?
  • Porque não consigo mudar meu padrão alimentar?
  • Porque não consigo fazer nada que realmente seja eficiente e duradouro para que eu me sinta melhor?

 

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No fundo todos nós sabemos o que nos impede e, independentemente das dificuldades que possamos encontrar, todas elas podem ser resolvidas caso estejamos amadurecidos para isso.

Tome as rédeas das suas decisões e siga em frente, não importa o tempo que vai levar, o importante é que você continue amigo(a) de si próprio(a).

Não procure atalhos, você já sabe que isso não vai dar em lugar algum.

Obesidade – como medir seu IMC e os riscos para a saúde

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12-09-2013

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CAUSAS DA OBESIDADE E DO EXCESSO DE PESO

Como já falamos aqui, basicamente, a obesidade é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas, ou seja, há um balanço positivo para consumo de calorias.

Parece simples, mas entram no somatório o comportamento, o ambiente, a cultura, o estado sócio-econômico, fatores hormonais e  genéticos. Apesar de muita gente colocar culpa nos hormônios, menos de 5% dos obesos possuem desequilíbrios hormonais importantes que justifique seu grau de obesidade elevado.

Existe uma influencia genética que aponta a probabilidade de que os filhos sejam obesos quando possuem pais obesos, com estimativas entre  50% e 80%.Portanto se seus pais ou um dos pais é obeso, a atenção deve ser redobrada!

Pesquisas mais recentes , apontam para o desequilíbrio da micro flora intestinal com o excesso de gordura no corpo. Obesos comem menos hortaliças e frutas, isso afeta a colonização de bactérias no intestino, propiciando também o aumento de absorção das gorduras ingeridas.

COMO MEDIR O GRAU DE OBESIDADE?

Uma fórmula fácil e muito utilizada em estudos populacionais é o índice de massa corporal (IMC). Esse índice faz uma medida bruta do padrão de obesidade de uma população e pode ser aplicado para ambos os sexos, para todas as idades dos adultos. É importante lembrar que o IMC não mede a gordura diretamente, ele é só uma referência, pois não pode corresponder ao mesmo grau de gordura em indivíduos diferentes. Um lutador, por exemplo, pode ser uma pessoa bem pesada para sua altura e não ser considerado obeso, pois possui em sua composição corporal muita musculatura e pouquíssima gordura, ou seja, trata-se de uma pessoa pesada e não uma pessoa gorda.

COMO É O CÁLCULO?

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Outros métodos de estimativa da gordura corporal e distribuição da gordura corporal incluem medidas de dobras cutâneas e da circunferência abdominal  e técnicas como a ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

TABELA DE IMC PARA ADULTOS – CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, DE ACORDO COM O ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

Para adultos:

imc (1)

Para crianças e adolescente:

Calcule o índice de massa corporal (IMC) da criança dividindo o peso, em quilogramas, pela altura ao quadrado, em metros
Idade Sobrepeso Obesidade
(em anos) Meninos Meninas Meninos Meninas
2 18,4 18,0 20,1 20,1
3 17,9 17,6 19,6 19,4
4 17,6 17,3 19,3 19,1
5 17,4 17,1 19,3 19,2
6 17,6 17,3 19,8 19,7
7 17,9 17,8 20,6 20,5
8 18,4 18,3 21,6 21,6
9 19,1 19,1 22,8 22,8
10 19,8 19,9 24,0 24,1
11 20,6 20,7 25,1 25,4
12 21,2 21,7 26,0 26,7
13 21,9 22,6 26,8 27,8

Fonte: National Center for Health Statistics

 

DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA E RISCOS

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  • Corpo em forma de pêra: Se a gordura está concentrada na parte inferior do corpo, no quadril e nas coxas, o risco para doenças é menor. A maioria das mulheres possui esse padrão, mas a circunferência do abdome, medida na altura do umbigo, no caso das mulheres, não deve ultrapassar 80cm.
  • Corpo em forma de maçã: a gordura está concentrada na barriga e no tronco. Nesse caso o risco de ter ataques cardíacos e derrames cerebrais é maior. Esse padrão é mais comum nos homens, sendo que, a circunferência abdominal não deve ultrapassar 94cm.

 

RISCOS DE COMPLICAÇÕES METABÓLICAS ASSOCIADAS A OBESIDADE EM FUNÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA POR SEXO

  AUMENTADA     MUITO AUMENTADA  

HOMEM

94cm

102cm

MULHER 80cm

88cm

HAN, T.S et al. Waist circumference action levels in the identification of cardiovascular riskfactors: prevalence study in a random sample. Br Med Journal, 311: 1401-1405, 1995FI

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CONSEQUÊNCIAS E RISCOS PARA A SAÚDE 

• Doença cardíaca coronária: principalmente a doença cardíaca e o acidente  vascular cerebral, mais conhecido como AVC ou o popular derrame;
• Diabetes tipo 2: a obesidade leva à resistência a insulina no tecido muscular;
• Câncer: mama, endométrio e cólon . As células adiposas compõe  um tecido vivo que produz uma série de hormônios com implicações metabólicas importantes sobre  a proliferação das células, aumentando a inflamação no organismo e o o estímulo da reprodução de células cancerosas;
• Hipertensão arterial: quanto maior a gordura no corpo, maior a pressão nos vasos sanguíneos, maior a pressão arterial;
• Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicerídeos);
• Doença do fígado e da vesícula Biliar: esteatose hepática (infiltração de gordura no fígado) e cálculos (popularmente conhecidos como pedras) de vesícula;
• Apneia do sono e problemas respiratórios;
• Osteodistrofia (degeneração da cartilagem e do seu osso subjacente);
• Ginecológicos (distúrbios de menstruação) e infertilidade.

Tudo isso contribui para à morte prematura pois o corpo adoece.

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O QUE DEVE SER FEITO? 

  • Reduzir o peso corporal através de uma alimentação equilibrada com restrição sustentável de calorias;
  • Manter o peso corporal e da prevenir o reganho do peso;
  • Manter a boa nutrição evitando deficiências dietéticas;
  • Fazer atividade física regular e para sempre, torná-la um hábito como tomar banho e escovar os dentes;
  • Respeitar os hábitos saudáveis e modificar padrões alimentares errados;
  • Algumas pessoas só precisam organizar sua rotina alimentar, outras vão precisar do auxílio profissional de um médico, de um nutricionista e por vezes de medicação psiquiátrica, assim como tratamento psicológico associado;
  • Cirurgia de obesidade é indicada em casos graves e é um bom método de controle nesses casos, mas não exclui mudanças no estilo de vida sob pena de reganho de peso;
  • Mudanças no estilo de vida incluem não só alimentação equilibrada e atividade física, mas também correção de distúrbios do sono;

Lembre-se: manter um peso saudável inclui ter atitudes que devem ser sustentadas, pois qualquer tentativa contrária, estará fadada a frustração.  Se fazemos tudo igual, o resultado será sempre o mesmo, concordam?  Para emagrecer e se manter mais magro, é necessário tomar decisões definitivas para toda a vida e estar sempre atento(a) ao peso e à composição corporal.

A redução de 1kg de gordura no corpo, representa um déficit de 7300 a 7500 calorias e isso não será alcançado  em um dia, portanto dietas radicais não conseguem ser sustentadas por muito tempo! Esqueçam qualquer dieta que comece com dieta DA ou dieta DE ou dieta DO. O emagrecimento é lento e gradual e o déficit deve ser mantido para que haja sucesso, não só na redução de gordura, mas na manutenção do resultado final.

Obesidade

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09-09-2013

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Acreditem, ser gordo já foi sinal de sucesso. Mesmo hoje, em alguns países da África, ainda é sinal de domínio e poder. No entanto, como sabemos, na maioria do mundo a obesidade é vista com preconceito, como sinal de fraqueza, sendo estigmatizada na sociedade. É muito comum a ideia de que ser gordo é ser perdedor, é motivo de bullying, principalmente entre crianças.

É necessário entender que a obesidade é muito mais que só comer excesso, ela é uma doença crônica e por isso, não tem cura, mas pode ter controle. No entanto, dar limites para ingestão de alimentos pode ser uma tarefa difícil muito para quem tenta, principalmente quando somos bombardeados por comida o tempo todo, seja pelos programas de culinária, as revistas de gastronomia, as redes de fast-food e até o Instagram. Além disso, grande parte dos momentos de convívio social são em volta de uma mesa, de forma que o obeso tem que lutar com amigos, familiares e consigo para controlar sua alimentação. É uma luta que começa em casa e se estende para os momentos de lazer. Portanto, para tratar a obesidade, deve-se ter a participação de todos. Pais e parentes precisam se responsabilizar e fazer mudanças na dieta de seus filhos e dependentes, além de  estimular a atividade física como um hábito higiênico.

Ao contrário do que dizem, o obeso não é uma pessoa “feliz”, ele é uma pessoa ansiosa e deprimida que tenta esconder seus verdadeiros sentimentos se mostrando bem humorado e espirituoso, mas acreditem, isso é só uma estratégia para que seja aceito na sociedade. Especialistas dizem que a obesidade foi para o divã e que os quilos a mais estão cheios de tristeza.

Saibam que a obesidade, não é uma causa! Ela é sim uma consequência! Ela é a ponta do iceberg de vários fatores associados onde, por vezes, não adianta só trata-la com restrição de comida.  Por ser multifatorial, deve ser atacada por todos os lados.

Estudos e publicações, apontam uma tendência global crescente nas taxas de obesidade:

  • Em 2005, foi feito um relatório prevendo que a geração atual de crianças poderá ter uma expectativa de vida inferior a de seus pais.
  • Em 2008, uma a cada dez pessoas era obesa.
  • Em 2010 mais de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos tinham excesso de peso.
  • Hoje, o excesso de peso e a obesidade matam mais do que a desnutrição, sendo o 5º principal risco de mortes no mundo, e 5% da população mundial está acima do peso.

Ou seja, comer demais mata mais do que comer de menos, quem diria.

Nossos alimentos se tornaram muito gordurosos, muito refinados, com pouca fibra e pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes. Associando o sedentarismo e a pressa do dia a dia, buscou-se por uma alimentação rápida e, com o ritmo de vida estressante, a obesidade encontrou o caminho perfeito para se desenvolver.

O QUE É A OBESIDADE? 

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A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2002) define obesidade como um excesso de gordura corporal acumulada no tecido adiposo, com implicações para a saúde. A OMS declarou a obesidade como o maior problema não reconhecido de saúde pública, uma a epidemia do séc. XXI.

Segundo a Abeso (Associação Brasileira para o estudo da obesidade) entre 1980 e 2008, a obesidade dobrou no mundo, atingindo cerca de 205 milhões de homens (9,8%) e 297 milhões de mulheres (13%), ou seja, mais de meio bilhão de adultos acima de 20 anos.

Não pensem que só os países ricos são vítimas da obesidade. O sobrepeso, a obesidade, a hipertensão e o colesterol alto também afetam os países pobres. Em 2015 teremos, segundo dados, 700 milhões de obesos no mundo e 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso. No Brasil, 70% dos adultos estão acima do peso.

Basicamente, é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas, ou seja, há um balanço positivo para consumo de calorias, sendo que para emagrecer esse balanço terá que ser negativo. Parece fácil, mas aí existe um somatório de fatores: o comportamento, o ambiente, a cultura, o estado sócio-econômico e  os fatores genéticos.

QUANDO SOMOS CONSIDERADOS OBESOS? 

Muita gente confunde a pessoa pesada com a pessoa gorda, mas o excesso de peso  e o excesso de gordura, chamado de massa gorda (MG), são coisas bem diferentes.

Homens adultos são considerados obesos quando a (MG) ultrapassa os 20% da massa corporal. No caso das mulheres é considerado obesidade, quando a MG ultrapassa 30% da massa corporal.  (Wilmore e Costil, 1994).

Sim, as mulheres possuem naturalmente mais gordura que homens e menos massa magra (MM) que eles. Massa magra é o somatório do peso dos ossos, vísceras e músculos e é a nossa massa ativa no corpo. Portanto, as mulheres gastam menos calorias que os homens e logicamente precisam se cuidar ainda mais do que eles com relação a ingestão de calorias.

O preço é alto para quem é obeso, pois nosso corpo possui um limite considerado saudável onde ele consegue administrar nosso organismo com segurança e quanto maior o grau de obesidade, mais descontrolado fica o organismo e maiores são os riscos para saúde.

Por isso falamos tanto que se manter no peso ideal é mais do que estar em forma, é estar saudável. Não é só uma preocupação estética, mas uma preocupação com a sua qualidade de vida. Procure ficar atento às suas escolhas, ao que você ingere e ao quanto você ingere. Respeite o seu corpo. Respeite-se!